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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

CHAPADA IN JAZZ E O DESAFIO DE FAZER CULTURA NA NOSSA TERRA


Neste domingo, retornei de Chapada dos Guimarães a noite, onde passei o final de semana assistindo o “Chapada In Jazz”. Voltei, como dizem aqui em Cuiabá, “supitado” de cultura de ótima qualidade.


Tive o prazer de estar presente neste evento também em  2009  e ver que nas duas edições as terras sagradas da Chapada receberam um nível elevadíssimo de músicos como Celso Pixinga, os irmãos Eduardo e Roberto Taufic, Ademir Junior, o grupo Galinha Caipira,  Nelson Faria, José Namen, Pedro Martins, André Vasconcelos, Davi Feldman, Sergio Groove, Leo Gandelman, Filó Machado e a galera aqui da “terrinha” Ebinho, Sandro Sousa e Sidnei Duarte, entre outros. 

O evento estava lindo, o clima propício, o som perfeito, as bandas magníficas, o público em êxtase cultural, porém, nem tudo são flores. Antes da passagem de som no sábado, sentei com Ebinho, que além de músico era o produtor cultural do ‘Chapada in Jazz’, para conversar sobre o evento e perguntei qual valor foi captado para a realização do projeto. Fiquei espantado em receber a resposta: “Algo em torno de R$ 60.000,00 (sessenta mil reais)”. Mas como? Em um projeto que foi aprovado pela Lei Rouanet com recursos em torno de R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil)?!.

A dura certeza é que foram captados pouco mais de 15% do valor aprovado pelo Ministério da Cultura em 2009. Aí veio minha segunda pergunta, porque, como foi possível produzir um evento daquele porte, com três noites de shows de grande nível, com aquele valor? E a resposta foi simples: o recurso só foi suficiente para pagar a estrutura, a divulgação foi graças a parcerias e os “amigos músicos” vieram tocar por cachês irrisórios. Confesso que ao  ouvir isso  tive um misto de vergonha e tristeza,  porém me senti desafiado a fazer algo para que este tipo de coisa não se repita.

O evento que deveria ser anual, no ano passado não aconteceu porque não houve condições financeiras para sua realização. A entidade idealizadora do Projeto “Casa de Guimarães” precisou de dois anos para convencer alguns empresários a fazerem a renúncia  fiscal (dedução de imposto de renda) no valor de R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), bem como garantir que a SEDTUR e a Assembléia Legislativa de Mato Grosso dessem um pequeno apoio para que o projeto fosse realizado.

Isso demonstra a falta de visão cultural dos nossos empresários e também da nossa classe política, que vivem apoiando eventos milionários de baixo nível cultural  e deixam de apoiar projetos com tamanha magnitude, como o “Chapada In Jazz”. Pasmem,  mas o projeto este ano não recebeu nenhum centavo na nossa Secretaria de Estado de Cultura, cuja justificativa era de que não tinham verba para apoio. Lamentável. 
Estas atitudes de quem detém o poder político e financeiro, trazem  conseqüências drásticas para o público que gostaria de ver outros eventos no mesmo nível e, pior ainda, para os artistas que acabam indo embora, definitivamente, das  nossas terras por não conseguirem sobreviver aqui  da arte e do talento que possuem. Até quando vamos ver Ebinhos Cardosos, Amauris Tangarás, Marcelas Mangabeiras, Jaymes Ribeiros, Maurícios Detonis irem embora de Mato Grosso? Quando será que vamos conseguir que os nossos artistas, mesmo conquistando o mundo com o seu talento, continuem desfilando pelas nossas calçadas e pelas nossas “rodas” de artistas? 
Finalmente o ‘Chapada In Jazz’ será protocolado e certamente aprovado pelo Ministério da Cultura, espero que nosso empresariado corra atrás para apoiá-lo, pois o retorno de marketing cultural para a empresa  é inestimável. Espero também que a nossa classe política, esqueça um pouco da politicagem barata e demagoga e pense também na qualidade de eventos culturais como este.

Ebinho, Viviene, Eduardo, Monstrinho e demais envolvidos no projeto, nunca desistam para o bem da nossa cultura!.


Enio Marcelo Castilho
Publicitário
Produtor Cultural
Emc-mt@hotmail.com

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Comunicação estratégica – o passo para o paraíso

"A comunicação tem uma importância irreversível em nossas vidas".

Se formos resgatar em nossas memórias o nosso primeiro contato com a comunicação, perceberemos que somos movidos a ela, já que saciamos nossa sede, nossa fome e quase todas as outras necessidades fisiológicas através da comunicação, seja ela verbal ou não-verbal.

E aprofundando nos campos organizacionais observa-se que uma empresa ou organização que trabalha com uma comunicação de forma estratégica consegue passar uma necessidade individual de forma coletiva.

É fato que com um adequado planejamento de comunicação estratégica a empresa conseguirá alcançar os objetivos esperados, usando de profissionais capacitados, que tenham uma visão de que o mercado atual precisa de inovações e de formas inteligentes de se comunicar.
Vamos ressaltar aqui que está mais do que na hora de termos total consciência e conscientizar os nossos colaboradores de que a comunicação precisa ser multidisciplinar e desenvolvida em interfaces com todas as áreas do conhecimento.
Comunicar estrategicamente é coisa séria e necessária.

Denise Arruda é publicitária,
sua especialização é em gestão e planejamento estratégico.



quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sonhar!


Sonhar  é sempre bom. Tenho como norte de uma vida profissional  a responsabilidade com qualidade. Desde o começo da nossa produtora tive como principal norte sonhar com o ideal  de realizar  peças e projetos com o máximo de respeito.



Todos me falam: “Biss você é um sonhador”. Mas vejo isso como uma coisa muito boa. O que nos comove e movimenta é esse espírito de grandeza que significa puro “amor” por televisão, entretanto muitos confundem a palavra grandeza com arrogância.

Ser grande significa oferecer o que é de melhor, explicar o que é melhor, tentar fazer o que é melhor e estará bom. Temos que fazer mais e mais. É fazer a diferença!

Fazer a diferença não significa que todo mundo está errado, e sim que temos que prestar atenção pra não deixar nossa arte se transformar apenas em negócios. Vou sonhar cada vez mais e tenho certeza que a sabedoria e ensinamentos que tive ao longo de 26 anos de profissão vão nos fazer felizes.

Sonhos como uma das mais poderosas companhias de cinema do mundo, a Vera Cruz. Sonhos como a GW Comunicação que se tornaram realidades. O importante é não subestimar quem sonha.

Sonhar é das uma das formas mais lindas da comunicação. É comunicar e ilustrar imaginações de um mundo profissional melhor, para que exista formação e realização.
Segue a dica: Sonhem. Porque tudo fica mais colorido e bem filmado.

por Marcelo Biss,
Diretor de Fotografia

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A importância de uma boa composição!

Hoje vou mostrar a importância de saber fazer uma boa composição. A composição consiste em mesclar elementos em uma única cena.

No vídeo de exemplo, foi usado chromakey, tracking 3d, rotoscopia.

Tudo isso para poder separar cada cena gravada individualmente e depois aplicá-los em uma única composição.


É bem explicativo e espero que gostem.


Making Off:


Resultado Final:


Abraço a todos e fiquem com Deus.

por Samuel Teixeira,
Coord. de Ilha / Montagem / Finish

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A produção e a tomada de decisões - 5!

Olá pessoal!

Espero que essa série de artigos esteja colaborando para a revisão de suas decisões. Hoje vamos ao e último artigo desta série.

Essa semana vamos falar de um outro aspecto importante, as decisões estratégicas. No decorrer dos artigos, vim falando sobre decisões condicionadas a fatos, situações diversas e adversas e também em relação aos recursos humanos.


Devido ao tempo de muitos trabalhos serem curtos demais, às vezes tomamos decisões que nem nos damos conta, pois são praticamente automáticas. Na verdade, muitas dessas decisões são reações, vinculadas à experiências anteriores. Isso não é propriamente ruim, uma vez que possuindo algum conhecimento reagimos aos estímulos quase instintivamente em função do acúmulo de experiências anteriores.

Ok. Funciona na maioria dos casos, mas não em todos, muitas vezes lidamos com o novo. É aí que entra o papel das decisões estratégicas. Depois de ter recebido documentos e solicitações, feita a reunião de pré-produção, não tome nenhuma decisão imediatamente, mesmo que fiquem cobrando, não delegue nada, não solicite nada.

Reveja todo o conteúdo da reunião, analise as decupagens, compare a sua decupagem com a do diretor do filme, do diretor de arte e os equipamentos solicitados pelo diretor de fotografia. Tenha um plano geral do trabalho nas mãos. Saiba EXATAMENTE o que todos querem e precisam, não suponha nada, tenha informações concretas. Achismo é sempre um tiro no pé.

Depois dessa visão geral, é possível decidir. Decida por segmentos, oriente os recursos com pertinência, e administre o tempo de cada processo com base em informações confiáveis. Dessa forma você terá condições de reduzir muito os imprevistos, e estar a postos para outras necessidades no decorrer do filme.

As decisões bem pensadas evitam correria, desperdício de verbas, desgaste de equipe e horas a mais trabalhadas.

Até a próxima  semana!

por P.A. Nogueira,
Dir. de produção e Platô

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Orientações fundamentais de tipografia para Motion Designers!


Hoje vou falar sobre um assunto muito complicado pra quem edita ou é diretor de arte. 

Tipografia: Como usá-la? Qual fonte escolher? Com serifa ou sem serifa? Espaçamento entre as fontes?

Achei um site muito bom que aborda todas estas indagações e com certeza, pode ajudar e muito na sua composição.


Ao projetar para a tela, as pessoas tendem a subestimar a importância da fonte. Você estaria errado de pensar que os designers de impressão só tem de ajustar o Kern. É exatamente isso que separa os semipro de profissionais de alto padrão.

É uma mentira que os designers de movimento não tem de passar horas no ajuste e alinhamento da fonte.

Obviamente, não podemos levar à perfeição a tipografia, mas deve-se mostrar um senso de estética quando se trata de tipografia .

Vamos compartilhar com vocês sobre o que  fazer e não fazer com a tipografia utilizada na animação.

Fazer e Não Fazer em Animação de Tipografia:

O que fazer:
Sem serifa - Usar essas fontes, quando a fonte que estiver usando não for facilmente legível. Como por exemplo em um calendário.
Com serifa - Essas fontes são mais difíceis de ler e comprometem o trabalho.


Tenha sempre em mente que você está projetando para a tela. Em oposição a obra impressa, o usuário pode facilmente redimensionar seu projeto de tela, e você com certeza não quer perder suas serifas devido à resolução da tela do usuário. Usando fontes sem serifa você mantém a legibilidade mesmo em tamanhos de fonte menor.

O que não fazer - O uso do falso itálico ou negrito falso, afinal de contas isso vai tentar simular o estilo da fonte, mas nunca inteiramente bem sucedido. E sim, na maioria dos casos, isso é perceptível.

O que fazer - Limitar-se a dois ou três fontes diferentes por peça de arte. Mais do que isso vai destruir o sentimento de um conceito claro. Esta dica é geralmente realizada como uma diretriz básica para a tipografia em qualquer meio de comunicação, independentemente se o seu projeto for de impressão ou de tipografia web design.



O que não fazer: tornar o texto orientado verticalmente a menos que você esteja alvejando um público que está acostumado a lê-los desta maneira. Especialmente em animação, é irritante e leva tempo para a maioria dos espectadores lerem, pois já estão acostumados a ler da esquerda para a direita.

O que fazer: kern da fonte. Um grande salto entre L e T, por exemplo. Use sua tecla Alt/Option em combinação com as teclas de seta para alterar o kerning entre as letras em qualquer produto da Adobe.



O que não fazer: usar Comic Sans ou Papiro. Não importa o quão engraçado que possa parecer. Nunca usá-las. Desde que a Microsoft lançou a Comic Sans em 1994, ela tem sido usada de qualquer maneira (não intencionalmente) possível.
Ela foi originalmente projetada para imitar letras de quadrinhos, e essa é a única ocasião na qual você deve pensar em usar isso. E mesmo assim, é melhor escolher outra fonte.

O que fazer: usar uma grade para alinhar os elementos de sua fonte. Relacioná-las umas às outras em tamanho e posição e certifique-se se os espaços entre elas são iguais ou seguem o mesmo padrão. Use o tracking e leading para trazer o espaçamento com perfeição.

Resumindo: Não olhe para a fonte como se fosse um "must", mas sim, vê-la como mais um elemento gráfico poderoso que não só ajudará a transmitir a sua mensagem e informação, mas também servirá como apoio visual de impressão global.

Espero que tenham gostado e que tenha servido para alguma coisa.
Até a semana que vem e fiquem com Deus.

Fonte: http://sixrevisions.com/resources/typography-guidelines-motion-designer/?utm_medium=twitter&utm_source=twitterfeed

por Samuel Teixeira,
Coord. de Ilha / Montagem / Finish 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A produção e a tomada de decisões - 4

Olá pessoal! Chegamos ao 4º artigo sobre a tomada de decisões.

Na semana passada, falamos sobre a importância de estabelecer métodos que facilitem a tomada de decisão e também a gestão dos processos na cadeia de produção.

Hoje, falarei sobre algo mais abstrato, delegar decisões.
Quando coordenamos uma produção, isso envolve mais do que controlar verbas, tratar de documentos e processos. Trata-se também de gerir recursos humanos. Uma equipe terá que ser contratada para realizar o trabalho.

Retomando a série anterior “Os muitos significados de SER produtor”, é necessário que se tenha muito critério para formar uma equipe. Seja qual for a função que será exercida, tarefas serão delegadas, e naturalmente, cada parte envolvida também tomará suas decisões.

Com exceção aos diretores de cena e fotografia e assistente de direção, a contratação da mão de obra fica a cargo do coordenador ou diretor de produção. Cabe a quem contrata avaliar bem as necessidades da produção e solicitar profissionais que atendam as mesmas. As vezes, por amizade, afinidade ou pressão de alguém, acabamos contratando alguém que não corresponda com essa necessidade. Isso geralmente acarreta algum problema, justamente por essa inadequação.




A inexperiência promove uma seqüência de decisões erradas ou incompatíveis com as necessidades estabelecidas. Quando isso acontece é problema na certa. O resultado é que cada decisão errada, atrasa o trabalho, e em alguns casos neutraliza outras funções. E mais, a responsabilidade recai sobre quem contratou.

Pensem bem em quem será contratado. A motivação passional, ou chamar um profissional menos “custoso”, pode acarretar problemas. Entendo que sempre queremos dar oportunidades para as pessoas que gostamos, e queremos que elas se desenvolvam. Mas decida sua contratação por critérios técnicos, isso sempre facilita o bom desempenho de uma equipe e no resultado final do trabalho.

Até a próxima  semana!

por P.A. Nogueira,
Dir. de Produção e Platô

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Fazendo a diferença - Contratempo!

Olá pessoal!

Em nosso projeto, a Biss filmes & Coisas, o discurso sempre foi fazer a diferença. Entendendo fazer diferença como: fomentar o mercado cultural de maneira que o público tenha acesso a ele. Como fazer? Essa é a questão.


Dirigi a fotografia do curta Contratempo. Levamos, entre construção de cenários e finalização, 10 dias e o material foi veiculado na Globo (RPC TV) Paraná.

Funciona assim: a emissora exibe um curta por semana aos domingos após o Fantástico e a verba destinada para cada produção é de 20 mil reais. Pouco dinheiro, mas dinheiro que é oferecido pela própria TV para estimular a produção local de curtas em sistema HD. Nós gastamos exatamente 20 mil reais.

Não é pra ninguém ficar rico, e sim disponibilizar infraestrutura mínima para realização de materiais culturais. É pouco dinheiro, mas  teve também iniciativa privada que nos ajudou com alimentação, transporte, energia, figurino, enfim várias coisas que compõe uma filmagem.

Esse filme foi o pioneiro em qualidade fotográfica e técnica, e após isso o mercado ficou bem gostoso. A concorrência ficou ótima, e começaram a sair filmes melhores do que outros. Logo a RPC TV se obrigou a criar uma premiação para melhor curta, roteiro, som, fotografia, direção, cenário, computação, som, trilha, figurino, maquiagem, o que foi simplesmente fantástico para o setor.

Vamos fazer um cálculo básico e rápido: sendo um curta por semana, são 48 curtas por ano. É bastante vocês não acham? E isso independe de verba da Secretaria de Cultura. Esta oportunidade que a TV deu ao mercado  foi reconhecida com o empenho dos profissionais na realização de materiais de alta qualidade.

O curta que fizemos, Contratempo, aconteceu no cenário de um hospital construído em estúdio. Dois dias trabalhando na construção com o cenotécnico Jamil para fazer corredores, sala de espera quarto e um centro cirúrgico e o projeto do cenário foi feito por mim.

Aí vem a pergunta, vocês fabricaram um cenário e só gastaram 20 mil reais? Sim. Madeira, tinta, móvel e todos os elementos cedidos por apoiadores,  um trabalho de produção muito competente, ágil e bem feita.

A verba de 20 mil reais foi usada para pagar cachês para equipe e atores. Cachês simbólicos, mas que foram distribuídos com a equipe, afinal de contas, o aquecimento do mercado foi o grande barato da iniciativa da TV.

O objetivo da Biss filmes & Coisas é trabalhar intensamente para que nossas obras e as de outras produtoras sejam veiculadas e gerem profissionais cada vez mais qualificados para o mercado. Não é difícil é?

Espero que gostem do curta. Confiram ele logo abaixo:



Obs: Explicando mais uma vez, que esse curta foi produzido em Curitiba. Faz parte do meu portfólio e por isso está sendo postado aqui. Só estou ressaltando a excelente iniciavita da RPC TV!

por Marcelo Biss,
Diretor de Fotografia

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A produção e a tomada de decisões - 3

Olá pessoal! Continuamos hoje com mais um artigo sobre a tomada de decisões.

No último artigo, apresentei uma situação na qual uma seqüência de decisões erradas provocou prejuízos. Hoje, colocarei uma situação, onde boa gestão e boas decisões geraram redução de custos e otimização de processos em toda a cadeia de produção.

Uns poucos anos atrás participei de um projeto com contrato de longo prazo e produção de 1 episódio por semana.

Já havia mais de 1 ano que o projeto estava sendo executado, e no mesmo passaram cerca de 7 produtores antes da minha chegada.

Para o trabalho funcionar bem, não foi difícil. As primeiras medidas tomadas foram a uniformização do tráfego de informações e documentos, criação de uma conta Google groups com um e-mail operando como central de informações em tempo real, que abrangia desde a pesquisa de produção até a ilha de edição. Essa medida economizou de cara 30% do tempo gasto em todos os processos.

A 2ª medida, foi uma avaliação e realocação da verba de produção. Ela parecia escassa por que era mal administrada e mal distribuída entre várias pessoas, além do mecanismo de prestação de contas estar falho. Estabelecí parâmetros e centralizei a aplicação da verba. Foi possível um corte de quase 50% na verba utilizada, e ainda uma melhora na qualidade da infra-estrutura de alimentação das equipes externas. Além disso, o excedente gerado pela economia e pelo planejamento, geraram capital de reserva para aquisição de bens duráveis, que também facilitaram a otimização dos processos na cadeia produtiva.

Como gravar externas é complicado, pois dependemos do tempo, foi possível destinar uma parte da reserva de verba para a contratação de equipes de suporte em caso de necessidade.

Por fim, a união desses fatores permitiu que o material, que era apresentado sempre aos sábados, ser apresentado 1 dia antes e assim ganhando tempo para mais ajustes e economia de horas extras, além disso, a consolidação das informações que chegavam até a ilha em uma pasta de processo, e as fitas gravadas de cada episódio, passaram a ser adiantadas em 3 dias, e atualizadas diariamente. Antes essa pasta era fechada 2 dias antes da apresentação do material, e as fitas entregues 3 dias antes em um único bloco.

Tomei todas as decisões mais impopulares possíveis, cortei gastos desnecessários, melhorei a qualidade do trabalho, e com isso tive muitos problemas e dores de cabeça.
Mas a consciência das decisões coerentes não tem preço. Trabalhei duro e cumpri com a responsabilidade que assumi.

Até a próxima  semana!

por P.A. Nogueira,
Dir. de Produção e Platô

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

IGC - Imagens Geradas por Computador!

O vídeo de hoje foi um achado! Para quem gosta ou é louco pra saber os segredos da computação gráfica, como eu, precisa assistir. Trata-se do programa “Movie Magic” (1994), o qual aborda os processos de finalização, especialmente falando sobre os fundamentos do CGI.

CGI – Computer Generated Imagery (Imagens Geradas por Computador) é a aplicação do campo da computação gráfica ou, mais especificamente, computação gráfica 3D para efeitos especiais em arte, filmes, programas de televisão, comerciais e simuladores. Tem a finalidade de criar cenas impraticáveis ou muito caras, ou mesmo reparar algo indevido na cena.
Confiram o vídeo:



Este vídeo faz parte de uma série de 12 vídeos, todos eles contando os segredos da Computação Gráfica para o cinema.
Até a semana que vem e fiquem com Deus.

 por Samuca Teixeira,
Coord. de Ilha / Montagem / Finish

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A produção e a tomada de decisões - 2

Olá pessoal! Hoje seguiremos em frente com a série de artigos sobre a tomada de decisões.

Como havia falado na semana passada, decidir é crítico, e decidir sem muito tempo hábil para isso é mais crítico ainda. Também havia indicado que compartilharei experiências que deram certo e errado, e hoje já começo com uma que deu errado, muito errado. Por questão de respeito às empresas que presto serviços, obviamente não revelarei qual foi. Aqui não é tablóide.


Pouco mais de um ano atrás, fui contratado para uma produção em que seria necessário acumular funções. Trabalharia com um diretor que já havia trabalhado antes e além, somos amigos. Recebido roteiro, concordei com o diretor que seriam necessárias 4 diárias e bem apertadas, e nos deram apenas 3. É aí que cometi um dos meus maiores erros.

Conhecia o cliente, o local que filmaríamos e também sabia a dimensão que teria a equipe. A equipe era enxuta demais, e o trabalho, grande demais. A equação: verba, recursos humanos e prazo, não fechava, mas decidi produzir, foi uma escolha minha.

Convoquei uma reunião, mas não era de pré-produção. Fiz uma análise sobre as condições da realização do trabalho, e disse que teríamos problemas. Minha opção mais coerente seria recusar o trabalho, mas não o fiz.

Bem, ao final de 3 diárias de 20 horas de trabalho, não tínhamos o material filmado que seria necessário, pois era de fato impossível. O lugar era enorme, não tínhamos parque de luz para filmar a noite, ou seja, uma tragédia. Cliente insatisfeito e eu sabatinado sobre a razão do insucesso.

É aí que entra o raciocínio. Mesmo aceitando o trabalho, e ter acontecido o que era mais do que previsível, eu havia feito um relatório POR ESCRITO. A produtora aceitou fazer o trabalho, decidindo da mesma forma que eu. Resultado, a empresa se viu obrigada a dar mais 1 diária com a estrutura solicitada pelo diretor e também por mim, e eu, trabalhei mais 1 dia, só que sem cachê.

Fica a pergunta, isso dá lucro? Pensem todos vocês, empresários, prestadores de serviços e fornecedores de insumos. Decisão ruim é prejuízo na certa e prejudica a cadeia produtiva.
Até a próxima  semana!

por P.A. Nogueira,
Dir. Produção e Platô

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Visão de direção de arte!

Um fotógrafo de cinema/vídeo tem que ter uma visão de direção de arte! Criar uma fotografia depende do que vai ser filmado, portanto o que vem antes é a ideia do criador, do roteirista e então começa a discução sobre o roteiro para poder entender a proposta.
É feita uma reunião de pré produção e esse é o momento em que o diretor de fotografia vai começar a pedir coisas como: fotos de locação, cor de figurino e tema da fotografia.

A reunião é feita com o diretor de cena e de produção, e que fique bem claro: a responsabilidade da qualidade de imagem e da plástica do material é do diretor de fotografia, por isso a produção tem que ser impecável. Na coluna do P.A. Nogueira, "Os muitos significados de SER produtor", fica bem claro quais são as funções dos produtores e assistentes. Com estes ingredientes, humanos, técnicos e bom gosto, já temos meio caminho andado.

Então passamos para a filmagem, que é o momento em que tudo se agrupa para a realização do filme. Existem situações em que o filme se transforma, e talvez se descubra que não era nada daquilo discutido, e segue naturalmente outro caminho e nesse momento a criatividade e a visão tem que ser apuradas. Isso pode gerar um pânico, mas no final tudo da certo.

Afinal de contas, se faltar alguma coisa, o rumo da história pode ser mudado e a culpa é sempre da produção rsrs! Abraços e até a semana que vem!

por Marcelo Biss,
Diretor de fotografia

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A produção e a tomada de decisões - 1

Olá pessoal!
Espero que todos tenham passado bem o ano, e desejo que essa década que se inicia seja muito proveitosa e rica em aprendizado, para todos nós!

Bom, como falei no último artigo do ano passado, inicio uma nova série falando sobre a produção e a tomada de decisões. Quero deixar muito claro que o que escreverei aqui é fundamentado em experiências pelas quais passei, o que significa uma somatória de erros, aprendizado e acertos. Seguramente posso afirmar que o pouco que sei sobre produção, aprendi tomando na cabeça.

À partir do momento que entramos em uma produção, é tomada a primeira decisão. Aceitar participar do trabalho e fazer parte de uma equipe, o que influencia diretamente a forma como se deve decidir e agir. Uma vez que se está em uma equipe não se está sozinho, e para decidir ou escolher algum caminho são necessárias algumas perguntas:

- A quem minha decisão influencia de forma positiva ou negativa?
- Essa decisão é útil para esse trabalho?
- Qual será o resultado financeiro disso? Lucro, prejuízo ou não afetará o orçamento?
- Essa decisão é só um paliativo? Lá na frente não terei que tomar uma medida drástica?
- Decidindo por esse ou aquele caminho, será positivo como profissional que sou?
- Não estou passando por cima de uma decisão tomada por um superior?

Esse é só um exemplo das perguntas críticas que nós precisamos nos fazer antes de decidir sobre qualquer coisa, pois se não houver ponderação, uma decisão que parece solucionar algo instantaneamente pode se tornar a razão da ruína adiante.

Produtores decidem e agem para solucionar.
Nos próximos artigos, exemplificarei alguns casos de decisões que deram certo, e decisões que deram errado.

Até a próxima  semana!

por P.A. Nogueira,
Dir. de produção e Platô

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Editor. Está certo este nome?

Primeiro post do ano e como de praxe, nada melhor do que começar com um FELIZ 2011 a todos.

Começando o post, o que é ser um editor de vídeo? Falando claramente, editor de vídeo é quem edita vídeo, ok? Mas “editor” não é somente um apertador de botão ou operador de Premiere, After Effects e 3D, muito menos o nome que se rotula todas as pessoas que trabalham nesta área.

Para entender melhor vou comentar as etapas de edição. Montador é quem monta as cenas brutas, passado depois para o finalizador ou finish. Na parte de finalização estão os VFX (efeitos visuais 2D, 3D e manipulação das cenas ), colorista e o sound designer. Neste caso, o nome “editor” fica muito vago... se bem que existem editores.

Todo o processo de montagem, finalização e efeito sonoro pode-se dizer que é uma arte. Como o Marcelo Biss sempre fala, é como se fosse um artista plástico usando um pincel. Vai trabalhar toda a plástica do filme. Quem não é “artista” ou não entende o conceito nem tem a percepção, esse sim pode ser chamado de “editor”.
Na minha área de finish é imprescindível que a pessoa tenha uma boa direção de arte. Não a direção de arte de cena que uma é coisa totalmente diferente de direção de arte “publicitária”. É como se precisasse fazer um “layout” ou peça gráfica.

Precisa ter os conceitos de cor, para que elas servem, diagramação de texto, escolha de uma tipologia adequada para cada material a ser trabalhado, tratamento de imagem que consiste em correção de imperfeições e no tratamento de cor. Estas são as etapas básicas para uma boa finalização. Puramente feeling ou bom gosto, como preferir.
Como trabalhei por 4 anos em agências de publicidade como diretor de arte e  ser publicitário, é muito fácil pra mim, ter toda esta bagagem, toda esta visão. Tenho ainda um caminho imenso para percorrer, mas já dei uns bons passos.

E quem nunca trabalhou nesta área? Como Fazer? Uma boa dica é: REFERÊNCIA. Assista a comerciais publicitários, filmes, vinhetas... resumindo, TUDO.

Sempre que alguma coisa lhe chamar a atenção é porque tem alguma coisa de diferente do que você já viu.
Então tente entender do que se trata. Qual o motivo do efeito que foi aplicado, da cor escolhida para cena, da fonte sem serifa e arredondada e da não serifada e quadrada. Analise o filme com o olhar crítico e não de um simples telespectador.
Se você trabalha com edição e tiver o mínimo de conceito citado aí em cima, com certeza não vai ser chamado de “editor”.

Uma ótima semana a todos e fiquem com Deus.

por Samuca Teixeira,
Coord. de Ilha / Montagem / Finish

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Pós-produção!

 Pós-produção como diz o nome, é a última etapa de um trabalho de uma produtora de vídeo. Nessa etapa o editor faz a montagem do filme bruto, passando depois para o finalizador. Parece muito simples e claro, mas não é bem assim.

Para um filme chegar ao resultado final seja ele comercial, seja ele cinema, várias horas de trabalho são despendidas. Na montagem todas as cenas são reunidas, assistidas pelo montador com ou sem a presença do diretor. Isso depende da forma de trabalho de cada um.
Começa agora o filme ser contado.
É na montagem que o filme vira filme. Dependendo da montagem, toda a narrativa pode ser alterada como, por exemplo, o Tropa de Elite 1 na qual a primeira montagem contava a história do “André” e no decorrer da montagem o diretor resolveu mudar toda a narrativa para o capitão Nascimento, trocando somente a locução OFF.

Para que se tenha uma boa montagem, uma boa direção e uma boa produção são essenciais. Montador não faz milagre. Esse período de montagem para cinema varia em torno de 7 meses a 1 ano, mas tudo isso depende, é claro.
Depois dessa parte é que entra o finalizador. O finalizador nada mais é a pessoa que vai fazer todo o color, manipulação das cenas, efeitos visuais, 3D etc. Mas nem tudo isso é realizado pela mesma pessoa. Numa produtora existem setores para cada uma das etapas.

Só depois de todas as etapas da finalização serem concluídas é que o filme vai para o sound designer. Todos os sons e efeitos sonoros são inseridos para depois serem mixados e só aí finalizar o filme.
Da gravação à finalização a espera é de no mínimo 2 anos aproximadamente, claro que tudo isso depende do que se trata o filme.
Bom, espero que tenham entendido a explicação meio “por cima” das etapas da pós-produção.

Uma boa semana a todos e fiquem com Deus.

por Samuca Teixeira,
Coord. de Ilha / Montagem / Finish

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Roteiro – Ah, o roteiro: O Portugês/Brasileiro

O Português/ Brasileiro
esse nosso amigo/inimigo
de todos os dias.

Um roteirista é, antes de tudo, um redator! Um cara que escreve. Que digita as letrinhas, uma depois da outra. Tenho observado que, em sua grande maioria, todos os textos que chegam até meus olhos,
estão sempre acompanhados de erros.
Muitos erros! De ortografia, de concordância, de regência e, principalmente, da falta de vontade de escrever corretamente!

Gente, eu reviso até os e-mails que escrevo. Reviso até o que escrevo no MSN, antes de teclar
enter. (Só esse texto revisei incontáveis vezes).
Toda vez que entro no Facebook encontro pérolas do tipo “descanço do guerreiro”, ou” posso
estar preparando”... ahhhhh, o gerundismo, o mal do novo século!
Os maiores companheiros de um redator – pelo resto da vida - e pela ordem de importância, são:
1) O Dicionário – recorra sempre a ele. Ele é seu melhor amigo, mais até do que o
cachorro;
2) A leitura – internet, livros, jornais, palavras cruzadas, bula de remédio e até lista
telefônica. Um redator, no sentido perfeito da palavra, é um obcecado pela leitura!
3) Observação: estar atento a tudo o que acontece à sua volta, o tempo todo, ouvir os
diálogos, prestar atenção nas pessoas, em todos os lugares, o tempo todo;
Ficar rouco de tanto ouvir” – essa eu roubei do saudoso Tancredo Neves;
4) Escrever, escrever e escrever. A competência vem com a prática;
5) “And last, but not least “ – “E, por último, mas não menos importante”: se você não
quer seguir nenhum dos preceitos acima, tenha sempre ao seu lado, um bom revisor.

Ressalvo que o português/brasileiro sempre poderá ser ferido, quando o sentido da ideia for
mais importante que o vernáculo. A isso a gente chama de “Licença Poética”. E essa, sempre será permitida.
Beijos a todos.

por Pedro Mantovani,
Roteirista

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Os muitos significados de SER produtor – O Estagiário de produção!

Quando lemos créditos de filmes de longa metragem, vemos uma lista razoável de estagiários alocados nos grupos das mais diferentes funções.

Ser estagiário, tanto no audiovisual, quanto em outros meios é um começo. Logo quando se contrata um estagiário, é para ensinar, dar oportunidade de conhecer uma determinada função.

Normalmente ele ou ela vem cheios de gás, pouca ou muita teoria, e nada de experiência, nada de bagagem. É muito importante aproveitar essa disposição para ensinar. Da mesma forma que não se pode delegar a um estagiário responsabilidades das quais ele não tem preparo. O ideal é que no começo se mantenha o estagiário próximo do responsável pela função, para que ele absorva os processos e tenha a oportunidade de conflitar a teoria e a prática, e aos poucos permitir que ele assuma responsabilidades que ele se sinta capaz de fazer.

Não devemos esquecer, que estágio é extensão de ensino, portanto, prepare-se também para ser “professor”. Não rechace dúvidas, caso não possa responder na hora, anote e responda depois. Um dia você também não sabia o que estava fazendo.

Até a próxima semana!

por P.A. Nogueira, 
Dir. de produção e Platô

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Teste de Tracking!

Como foi comentado na semana passada, o Mocha é um programa de tracking em 2D.
Neste exemplo fizemos um teste com outro montador da Biss Filmes & Coisas, Sérgio. Nossa referência é o comercial da HPPicture frame” que vocês podem ver clicando aqui!


 Esta técnica é bem simples.


Primeiro gravamos 2 takes em situações diferentes com a mesma iluminação e posição da câmera. O segundo passo é trackear a moldura que entra na cena para que a imagem inserida acompanhe todo o seu movimento e distorção. Para finalizar, escolha o ponto de retirada da moldura, freeze a cena inserida e deixe a moldura revelar a cena base.

Veja como ficou o resultado final



Bom, é isso e até a semana que vem.
Fiquem com Deus.

por Samuca Teixeira,
Coord. de Ilha / Montagem / Finish

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Comer, Rezar e Amar!!

No artigo de hoje, vou falar sobre esse belíssimo filme com Júlia Roberts.

Gente vamos prestar atenção no sentimento da fotografia, é simplesmente linda. Percebemos que a luz é um elemento presente na sensação, no sentimento mais forte de depressão, felicidade e curiosidade das cenas, o que é uma coisa rara no cinema.
Nesse filme a fotografia é interpretada com perfeição pelo diretor de fotografia Robert Richardson, uma sensibilidade maravilhosa.



Nós da Biss Filmes & Coisas temos estudado muito para oferecer boas coisas ao mercado e temos formado uma equipe qualificada com poder de discutir com os criadores para oferecer soluções. Estamos felizes com experiências feitas em captação e pós produção, não sossegamos enquanto o material não ficar um trabalho digno de comentários bons.

O mercado está cada dia mais exigente e temos obrigação de respeitar um mercado que cresce a cada dia, com criações de alto nível e é um orgulho saber que fazemos parte dessa história.
Reforço um comentário que sempre fiz: o nosso mercado não deve nada em qualificação a nem um outro!

por Marcelo Biss,
Diretor de fotografia

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Os muitos significados de SER produtor - O Assistente de produção!

Olá pessoal. Estamos de volta depois de um pulo de uma semana, e esta semana vamos falar sobre o assistente de produção.

Antes de mais nada quero fazer 4 colocações de extrema importância:
1 - O assistente não responde pela função, quem responde é o produtor;
2 – Assistente na maioria dos casos é novato, portanto, não se omita em transferir conhecimento ou simplesmente ensinar;
3 – Assistente não tem a obrigação de saber tudo;
4 – Trate bem seu assistente, no futuro poderá ser seu chefe.

Retomando. O assistente de produção, em quase todos os casos já foi estagiário, mas ainda não está lapidado. Ele precisa ser descolado, ágil, muito comunicativo e ativo. Independentemente de ele ser assistente de locação, produção, platô ou outra função da produção é necessário que ele esteja disposto a absorver os processos com que está lidando, e também oferecer alternativas em caso de dificuldades.
A diferença que faz a produção!
Sendo assistente ele é uma extensão do produtor, um braço a mais, e deve responder diretamente à quem presta assistência. Não deve procurar transmitir informações ou problemas para outra pessoa, pois isso significa que ele está sem uma liderança, criando uma quebra de hierarquia.

Aos produtores experientes cabe manter o controle da situação, aos assistentes agilizar o processo.
Até a próxima semana!

por P.A. Nogueira,
Diretor de produção e Platô